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Como o governo pode apoiar as escolas na prevenção / combate ao extremismo violento?

  • Foto do escritor: Thiago Guimarães
    Thiago Guimarães
  • 14 de ago. de 2019
  • 2 min de leitura

Qual a melhor maneira do governo apoiar as escolas para manter e fortalecer uma abordagem geral de construção de resiliência? A Radicalisation Awareness Network (RAN) publicou um novo artigo, em Maio de 2019, buscando examinar essa questão a partir do papel do governo no apoio à prevenção e combate ao extremismo violento nos países membros da União Europeia. Nomeado “Education and radicalisation prevention: Different ways governments can support schools and teachers in preventing/ countering violent extremism” foi escrito por Lynn Davies e Zubeda Limbada, Co-directors of the social enterprise ConnectFutures.

Segundo o artigo, paradoxalmente as iniciativas precisam estar firmemente incorporadas nas estruturas do governo e nas alocações de financiamento, ao mesmo tempo em que permanecem flexíveis para responder ao eventos. Além disso, é essencial que elas estejam enraizadas na abordagem escolar e consistente nas diferentes atividades curriculares e pedagógicas. Entretanto, tipo de apoio governamental e suas origens é variável e mutável nos diferentes estados das nações da UE.

Um outro tópico sobre os deveres do governo nas escolas em relação ao extremismo violento revela um dilema. Por um lado, espera-se das escolas um favorecimento à liberdade de expressão e que elas sirvam de espaço seguro para debates. Em contrapartida, em alguns estados da UE, escolas e colégios têm obrigações formais de monitorar e reportar possíveis casos de radicalização.

De acordo com os autores, as necessidades da educação na prevenção e combate ao extremismo violento se enquadram em quatro áreas. (1) Financiamento dedicado para produção de materiais, tempo dos especialistas e para o treinamento. (2) Treinamento direcionado para preparar os professores para lidar com as responsabilidades, que vão desde tratar sobre assuntos delicados até identificar preocupações relacionadas ao extremismo. (3) Conhecimento e informação para saber o que está disponível, as práticas que foram testadas e como se inscrever para conseguir intervenção e financiamento. (4) Apoio moral com o objetivo de encorajar moralmente os professores a levarem adiante as atividades relacionadas à prevenção e combate ao extremismo.

No entanto, vários países relataram que há preocupações na estratégia ainda a ser abordada ou nas que apresentam necessidades contínuas. As principais áreas de precauções são: o aumento de divisões e polarizações, a falta de urgência, uma série de outras preocupações, falta de confiança, variações na necessidade e no apoio e o equilíbrio da liberdade de expressão com os deveres de reportar comportamentos. No panorama geral, todas elas se referem a um cuidado constante quanto à segurança das escolas e a proteção dos alunos toda uma gama de possíveis ameaças.

Como resultado obtido, os autores certificam ser difícil fazer generalizações e recomendações quanto o que constitui o apoio do governo para atender a essas necessidades. O estudo também revela que nesse campo não se pode transportar práticas inspiradoras entre países, mas é possível apontar alguns pré-requisitos que sustentam rigorosas estratégias eficazes. São eles: A necessidade de planos de ação nacionais, a análise contínua e a compreensão da ameaça em si, o papel da educação e a necessidade de abordagens em toda a escola, parcerias, consulta e trabalho em equipe nos níveis locais, continuidade do financiamento, proteção e alerta precoce e avaliação de casos.


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